Domingo, 5 de Dezembro de 2010

Capítulo 3

Capítulo 3

Olhei para o relógio para mais uma vez tomar conhecimento das horas. Eram 15 horas em ponto e o jogo ia começar. Não ia de modo algum assistir à partida, não depois do que aconteceu.

Sentia-me totalmente perdida, desejava ardentemente a morte. Nunca tal me tinha acontecido, nunca sofrera tanto. Não àquele ponto.

Sentada na cadeira da biblioteca, as imagens vieram de novo à cabeça: o quase beijo, a rapariga elegante fulminando-me com o olhar. E a nossa pequena conversa: ele é meu, tu não prestas para ele, não deve de haver pessoa mais feia que tu e aprende a vestir-te. Estas foram algumas das expressões que ela fez questão de me atirar à cara.

Já sabia que não era bonita, nem interessante ao ponto de alguém como Afonso se sentir minimamente atraído por mim.

Funguei e comecei a fazer o trabalho. Li cuidadosamente as questões e reli sempre as respostas. De vez em quando uma lágrima escapava-me do canto do olho e limpava-a apressadamente.

Apenas faltava o ponto final na última resposta quando a cadeira que estava a meu lado foi arrastada com um ruído quase nulo. Não queria olhar pois já sabia quem era. Afonso colocou o seu saco desportivo no chão. Do lado oposto ao dele, sentava-se Inês com um ar ofendido.

-Primeira pergunta – Iniciou Afonso – porque não foste ver o jogo? – Não respondi, limitei a colocar o ponto que faltava na frase. Fiquei zangada comigo mesma. Naquele momento tinha de estar ocupada uma vez que não queria olhar para o rosto dele, mas por estupidez minha, já tinha tudo acabado e revisto. Encostei suavemente a minha cara à mão direita (o lado onde ele estava) e reli as perguntas e as respostas, outra vez. – Inês importas-te? – A rapariga levantou-se sem proferir nada e saiu da biblioteca. Fiquei a olhar para a porta onde ela desaparecera. Estava agora sozinha com ele. – Estou à espera de uma resposta!

-Fiquei a fazer o trabalho. – Disse num tom demasiado baixo, sem saber se ele ouvira ou não.

-O trabalho é de grupo, logo, não tinhas nada de o fazer sem o resto dos membros. – Agarrou numa perna da minha cadeira e puxou-a de maneira a que eu ficasse de frente para ele. – Porque não esperas-te ao menos que o jogo acabasse?

- Porque tenho de ir para casa. – Levantei-me e comecei a arrumar as minhas coisas. – Não se preocupem, eu já acabei tudo.

-Eu levo-te a casa, assim podemos falar melhor no carro. – Agarrou no seu saco e dirigiu-se à porta. Calculei que estivesse a falar com Inês. Coloquei a mala no ombro e dirigi-me também à porta.

-Precisas que te leve a casa? – Perguntava ele a Inês. Ela olhou para mim e de seguida para ele. – Não é preciso. – E piscou-lhe o olho. Preparava-me para passar por eles e seguir quando Afonso agarrou-me o braço e puxou-me para trás. – Então vemo-nos amanhã. – A rapariga sem responder voltou-nos costas e partiu. – Muito bem, aonde é que pensas que ias?

-Para casa, já estou atrasada. – Menti.

-Então lamento, mas vais chegar ainda mais atrasada porque a nossa conversa não acabou. – Suspirei e olhei para a mão dele no meu braço.

A imagem da rapariga ao pé da porta a gozar comigo vieram outra vez à tona e as lágrimas começavam a escorrer-me pela face. Continuei com a cabeça baixa de maneira a que ele não visse o meu estado, mas comecei a tremer e ele ficou preocupado.

-Estás com frio? – Perguntou ansioso. Abanei a cabeça em sinal de negação, mas isso não o acalmou, colocou a sua mão por baixo do meu queixo e obrigou-me a encará-lo.

No momento em que viu as minhas lágrimas, puxou-me contra o seu peito. Ficamos a entreolharmo-nos durante um longo tempo que eu quebrei baixando a cabeça. Sentia-me tão estúpida porque só naquele dia, tinha chorado mais que quase um ano.

- Por favor diz-me porque estás a chorar! – Consegui sentir a profunda angústia que aquelas palavras transmitiam. Ergui a cabeça e encarei-o nos olhos.

-Porque é que estás assim? Porque te preocupas tanto comigo? – Questionei-o com um tom triste e confuso. – As suas mãos subiram e ficaram a segurar-me o rosto, acariciando as minhas bochechas.

-Preferes acções ou palavras? – Não entendi o sentido da pergunta, mas respondi na mesma.

-As acções revelam sempre a realidade das palavras.

-Amo-te. – Ainda as palavras não tinham sido pronunciadas por completo já os seus lábios estavam unidos aos meus. As suas mãos que antes se encontravam no meu rosto estavam agora na minha cintura, as minhas estavam na sua nuca.

 

Desculpem se tem erros!

publicado por Peace☮ às 19:39
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13 comentários:
De Estrelax3 a 5 de Dezembro de 2010 às 19:55
Amei!!
Esta perfeiiito
Quero maiiis, rapido


De petra. a 5 de Dezembro de 2010 às 20:01
eishh men ta lindo o':
eles beijaram-se :DDDDDD
posta posta posta


De Ann# a 5 de Dezembro de 2010 às 23:05
Eles beijarm-se!!! =DDD

O capítulo , mais uma vez, está perfeito.
Posta muito, mas mesmo muito rapido =P


De TC a 6 de Dezembro de 2010 às 17:53
:)

LINDO!!


De CandyGirllNM a 6 de Dezembro de 2010 às 19:40
Lindooo!! *.*


De Carina Soares a 6 de Dezembro de 2010 às 22:02
Acabei de ficar apaixonada por esta fic. Posta rápido *-*


De Carina Soares a 8 de Dezembro de 2010 às 20:27
espero bem que postes o mais rápido possivel!
já estou bem melhor.


De Carina Soares a 9 de Dezembro de 2010 às 21:08
Espero que postes assim que puderes, quero mais mais fic *-*
obrigada fofinha :)


De p;αndяαde. ॐ a 11 de Dezembro de 2010 às 19:58
ai que fofinho. *-*


De Carina Soares a 14 de Dezembro de 2010 às 19:56
o que é preciso para postares, fogo? :c


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